A Internet das Coisas

Que o novo Galaxy S6 da Samsung se tornou num enorme sucesso mundial não há como negar. O smartphone da empresa sul-coreana está foi apresentado há menos de dois meses e já bateu recordes de pré-vendas um pouco por todo o mundo. Foram cerca de 20 milhões de encomendas do novo gadget apenas nas duas primeiras semanas e muito mais se deve seguir nos próximos meses.

É incrível como a Internet deixou de ser apenas um meio de comunicação para se tornar parte do nosso cotidiano!

Todas as movimentações em volta do Galaxy S6 têm um significado: a Samsung deixou de se focar 100% em melhorar o hardware e começou, a partir do desenvolvimento do novo aparelho, a focar-se no software como um todo. Podemos notar algumas dessas mudanças nos pequenos detalhes internos do novo Galaxy, como a reformulação da TouchWiz e a promessa do abandono das apps pré-instalados.

Samsung Galaxy S6

O Galaxy S6 não será lembrado apenas como mais um flagship da Samsung, pois o aparelho é um passo importante da companhia rumo ao tão sonhado futuro da Internet das Coisas. A IoT (Internet of Things) é um tema em ascensão no meio tecnológico, principalmente, desde o investimento da Intel e da Google neste novo tipo de interação entre o ser humano e a tecnologia.

Devido à elevada atenção que as empresas estão a dar a este tema, cada vez mais pessoas percebem os benefícios que esta ideia pode trazer para o bem-estar dos utilizadores. Desde os primeiros smartphones, passando pelos gadgets vestíveis até chegarmos à interação completa do homem com a sua casa ou o seu carro, a Internet das Coisas não é um tema recente, mas está cada vez mais perto de alcançar o seu clímax.

Samsung SmartThings - A Internet das Coisas

A contribuição da Samsung para este futuro foi anunciada na CES 2015, com o nome de SmartThings, a plataforma pretende ultrapassar as barreiras impostas por diferentes sistemas operacionais e oferecer aos desenvolvedores entusiastas uma base para que façam da Internet das Coisas uma realidade melhor e aberta a todos.

De acordo com o co-presidente da empresa asiática, num discurso durante a CES deste ano, os aparelhos atualmente disponíveis no mercado, devido aos seus inúmeros sensores e grandes capacidades de processamento, têm o que é necessário para que um futuro onde tudo esteja conectado seja possível muito brevemente. As únicas limitações para esse futuro são as próprias empresas e as suas políticas de “não-partilha” de informações. Para que a Internet das Coisas passe a pertencer ao nosso cotidiano, é preciso que absolutamente tudo “fale” a mesma língua.