Smartphones Hardware

Quase todos os dias, novos smartphones e tablets são lançados no mercado, cada um com as suas peculiaridades para alcançar um público específico, seja pelo design ou pelas suas configurações.

Já se perguntou se o seu smartphone ou tablet precisa de um exagero de hardware? Ou é tudo marketing das empresas?

O Android é o sistema operacional mais usado em todo o mundo, com uma parcela de 81% dos smartphones em operação. Empresas, como a Samsung e a LG, dominam o mercado do robozinho verde com smartphones para todos os bolsos. No entanto, neste artigo, vamos focar nos gadgets intermediários e top de linha das empresas…

Atualmente, 99% dos aparelhos top de linha com Android utilizam processadores Quad core. Quem foge à regra é o Moto X da Motorola que possui um processador Dual core, tendo sido muito criticado pela imprensa justamente por ser ‘’inferior’’ aos seus concorrentes. Apesar disso, quando o smartphone da Motorola foi lançado, viu-se que este não perdia, em desempenho, para os outros aparelhos da mesma categoria. Mas como isso é possível?

Ter um processador Quad core não quer dizer que ele seja duas vezes mais rápido que um Dual core. Por exemplo, um processador Dual core ARM Cortex A11 é superior a um processador Quad core Cortex A9, devido ao facto da arquitetura A11 ser mais recente e possuir mais desempenho que a A9.

A qualidade do hardware geral do aparelho influencia muito no desempenho. Algumas empresas colocam um processador Quad core muito poderoso nos seus aparelhos, mas economizam na motherboard, memórias e outros itens, deixando o smartphone ou tablet com um desempenho inferior a um modelo com processador Dual core menos potente. É a mesma coisa que colocar um motor de um Ferrari num 2CV.

Motorola Moto G vs Nokia Lumia 520

Exemplos do referido acima são o Moto G e o Nokia Lumia 520. Enquanto o aparelho da Motorola tem um processador Quad core de 1,2 GHz da Qualcomm e 1 GB de RAM (que é uma parte fundamental para o bom funcionamento do Android), o Lumia 520 tem um processador Dual core, também da Qualcomm, de 1 GHz e apenas 512 MB de RAM. Os dois aparelhos foram testados inúmeras vezes e, para surpresa de muitos, o Lumia 520 foi, em algumas funções, superior ao Moto G, que, em teoria, tem um hardware duas vezes melhor.

Vamos, mais uma vez, à explicação…

O Windows Phone é otimizado para usar 512 MB de RAM na perfeição, o que gera uma fluidez incrível para o uso geral de apps no sistema da Microsoft, coisa que não acontece no Android. Apesar da versão 4.4 KitKat do SO da Google trabalhar bem com 512 MB de RAM, não chega a ser tão bom quanto o Windows Phone. Outro aspeto que favoreceu o Lumia 520 é o facto de que algumas partes do Moto G sofreram com cortes de custos, como a memória interna do aparelho, que é nada mais do que um cartão MicroSD colado na motherboard.

Com todos os exemplos apresentados neste artigo, da próxima vez que for comprar um smartphone ou tablet, verifique ao máximo o aparelho, e não olhe apenas para testes de benckmark, que podem ser precisos, mas não têm em conta a real experiencia de utilização do aparelho, que é o mais importante.

Escrito por: Vinícius Lopes do blog Tecnologia em Geral

 

Se gostou deste artigo, subscreva a nossa Newsletter para receber as últimas novidades do mundo da tecnologia no seu email!